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6 Qualidades que tem de conhecer na Póvoa de Varzim além da camisola

6 Qualidades que tem de conhecer na Póvoa de Varzim além da camisola

Consegue identificar as tradições, o artesanato e as mais-valias poveiras?

Descubra uma cidade que tem tudo a ver com o mar, o afecto e a qualidade de vida.

Portugal confrontou-se recentemente com uma espécie de usurpação do seu património: a estilista norte-americana Tory Burch encantou-se com a artesanal camisola da Póvoa de Varzim e decidiu criar uma peça de vestuário tão parecida com a portuguesa que resultou num modelo igual. Já fizera o mesmo com a cerâmica da Bordalo Pinheiro. A camisola de lã, com caranguejos bordados, motivos marítimos e brasão da monarquia portuguesa, em tons creme e laranja, com dois atilhos na gola, foi colocada à venda no site da marca da criadora de moda por 695 euros. Na cidade onde foi inventada - cidade portuguesa e não mexicana, como chegou a ser erradamente veiculado -, por volta do ano de 1800, para aquecer os pescadores nas suas incursões por alto mar, nunca custou mais de 60 euros. O caso tornou-se viral, encheu páginas de jornal, chegou à televisão, e até o Ministério da Cultura saiu em defesa da ancestral tradição poveira.

Contudo, a questão que se impõe é: será que os portugueses dão mesmo valor à tradição, ao artesanato e às virtudes das diferentes regiões do país? Ou só reparam na singularidade dos seus tesouros quando os estrangeiros os valorizam? Será que conhece mesmo as qualidades diferenciadoras da Póvoa de Varzim, cidade histórica situada na margem do Oceano Atlântico? Não se trata apenas do artesanato, dos costumes ou da gastronomia, mas também de um modo de vida que privilegia a compra de casa com vista mar, a escolha daquela região para comprar apartamento de férias ou a afirmação da cidade como berço do sector cultural. Não fique à espera que outros descubram o que é bom daquilo que é nacional, para aprender a dar-lhe valor e beneficiar de tudo o que o país tem para lhe proporcionar.

 

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Faça esta viagem com a ENTREPORTAS Imobiliária e descubra pelo menos seis características muito apreciadas pelos estrangeiros nesta cidade de clima ameno, que fica a meia hora de distância do Porto e que tem somado múltiplas distinções. Ganhou o prémio de melhor cidade na categoria de "ambiente de praia" e o prémio de "modelo a seguir" no que diz respeito às condições criadas nas praias. Na Póvoa tudo tem a ver com o mar, com o afecto e com qualidade de vida. E, já agora, fique a conhecer a verdadeira história da camisola poveira.

 

1. A camisola poveira

A camisola poveira é o traje local da Póvoa de Varzim, mas o seu significado foi mudando ao longo dos anos. Até 1892, o camisolão quente era roupa de trabalho, uniforme dos pescadores, mas também farda de festa. Além dos motivos marinhos, do brasão da cidade e do país, era comum ver bordado nestas camisolas o nome do pescador a quem pertencia. Representava sobretudo uma declaração de amor por parte de quem bordava. Mas em 1892 um naufrágio matou 105 homens de uma só vez, 70 da Póvoa e 35 da Afurada, e a camisola deixou de ser vista porque deixou de ser usada. Foi uma forma de perpetuar simbolicamente o luto.

A camisola tricolor - branco, castanho ou azul para a lã, vermelho e preto para os bordados -, quase sempre feita à mão pelas mães, pelas irmãs e pelas noivas, só foi recuperada em meados da década de 1970. Nessa altura passou a ser considerada uma peça de artesanato, adquirindo um cariz mais decorativo do que prático. Nos anos 90 houve várias tentativas de levar esta peça singular às passarelas internacionais, mas sem grande repercussão. Foi preciso chegar a 2021 e ter acontecido uma espécie de plágio que elevou esta peça de roupa a vestuário de autor, para que a camisola poveira consolidasse finalmente o seu estatuto superior e irreplicável.

 

2. Tapeçaria de Beiriz

O tapete de Beiriz é um produto de artesanato rústico da família das camisolas poveiras. Tal como as camisolas, também o tapete é confeccionado em lã e depois decorado com bordados. Neste caso, é bordado com o chamado "ponto de Beiriz", "ponto estrela" ou "ponto zagal".  O teste de algodão consiste em virar o tapete do avesso: se o desenho for exatamente igual àquele que se vê na frente, o tapete é verdadeiro. Aliás, o facto de o bordado ser visível dos dois lados com igual perfeição é a característica mais notável deste produto de artesanato.

Este tipo de tapeçaria nasceu por volta de 1919, graças a uma aristocrata portuguesa chamada Hilda Brandão Miranda, que era apaixonada pela técnica do nó turco (franjas). A sua fábrica existiu, com sucesso, durante 50 anos. Chegou a ter mais de 300 tecedeiras e 60 teares. Mas nos anos 70 os ventos mudaram e a fábrica fechou. Quase 20 anos depois, voltou a ser uma empresária estrangeira, a alemã Heidi Hannaman, a recuperar a tradição. Hoje, como há 100 anos, estes tapetes, originais da freguesia de Beiriz, continuam a ser tecidos em teares 100% manuais, implicando muita paciência e perícia, o que naturalmente dificultará qualquer possibilidade de imitação. Verdadeiras obras de arte, estes tapetes cobrem o chão das salas de algumas das mais importantes instituições do país, como o Teatro Nacional São Carlos ou o Palácio de Belém.

 

3. Casas com vista mar

Há mais de dois séculos que inúmeras famílias do Norte de Portugal escolhem a Póvoa de Varzim para a investir numa segunda habitação. Em causa, está uma oferta imobiliária forte, que responde ao desejo de quem pretende adquirir uma casa de praia num território amplamente conhecido pelas suas propriedades curativas, e onde os preços das casas são ajustáveis às mais diversas necessidades, variando de acordo com a proximidade da praia ou do centro da cidade.

Os apartamentos e as moradias com vista mar lideram a procura e o mercado soube sempre ajustar-se, apostando, agora, em novos empreendimentos, que privilegiam o luxo, a qualidade dos acabamentos e os espaços comuns de lazer, procurando ainda tirar o partido máximo da luminosidade. São factores que influem de forma decisiva na qualidade de vida, razão pela qual a Póvoa de Varzim ocupa, numa lista com mais de 300 municípios, o terceiro lugar nos critérios de bem estar.

 

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4. Praias terapêuticas e com bandeira azul

É um dos destinos balneares mais concorridos a Norte de Portugal. Há muitas razões para isso, mas o grande triunfo das três dezenas de praias poveiras é um mineral chamado iodo, descoberto no século XIX, que está presente no meio ambiente e na água do mar. Muito antes de as estâncias de relaxamento e massagens, como os spas, terem sido inventadas, já a Póvoa de Varzim já era disputada por operar pequenos milagres na saúde e na longevidade da população. Os profissionais de saúde de todo o país começaram mesmo a recomendar aos seus pacientes que ali passassem longas temporadas.

A combinação daquela água salgada com as algas e a lama ainda hoje exibem os seus resultados terapêuticos incontestados. A tudo isto acresce o número de praias galardoadas com Bandeira Azul, tanto as praias urbanas, em plena cidade, como as naturais, situadas mais a norte. E, mais recentemente, uma nova distinção: a Quercus (Associação Nacional de Conservação da Natureza) atribuiu a designação de "Praia com Qualidade de Ouro" a oito praias situadas nas freguesias da Estela, Aguçadoura, Aver-o-Mar e na própria cidade da Póvoa de Varzim. 

 

5. Cidade criativa da literatura

Há já vinte anos que, anualmente, em fevereiro, a Póvoa de Varzim se transforma na casa de acolhimento de centenas de escritores de expressão ibérica que ali se reúnem para falar sobre literatura. O evento batizado Correntes d'Escritas atrai especialistas e amantes de leitura de toda a Península durante várias semanas. Escritores como o brasileiro Rubem Fonseca (1925-2020), o espanhol Javier Cercas (n. 1962) ou a portuguesa Ana Luísa Amaral (n. 1956) foram ali galardoados. O popular autor chileno Luís Sepúlveda (1949-2020) teve ali a sua última aparição pública.

A vocação literária da cidade, que não é recente - ela é o berço de autores maiores da língua portuguesa, como Eça de Queirós ou Almeida Garrett - materializou-se agora numa candidatura à Rede de Cidades Criativas da UNESCO. A ideia é fomentar o intercâmbio de aprendizagens e o estabelecimento de cooperações com as outras cidades da Rede, mas também estreitar relações com os países da lusofonia e sobretudo fazer da Póvoa o coração da literatura no território da Área Metropolitana do Porto.

 

6. Cidade da música erudita

No que diz respeito à dinamização do setor cultural, a Póvoa é também cada vez mais musculada no universo da música erudita. O Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim (FIMPV) realiza-se ininterruptamente há 42 anos e essa assiduidade, bem como a qualidade do cartaz, contribuíram para moldar o ADN da região e de quem lá vive.

Por um lado, as gerações mais jovens têm ali uma oportunidade, determinante no seu percurso, para entrarem em contacto com a música clássica, podendo interpretá-la num evento de craveira mundial e serem premiadas por isso; por outro lado, neste momento, são muitos os vultos do virtuosismo e da complexidade que hoje têm na Póvoa uma paragem obrigatória. Tanto assim é que já foi anunciada a criação de uma Escola de Música e de um Museu de Arte Sacra, localizada na Praça dos Forais, em Rates, para dar continuidade à valorização do património cultural. 

 

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