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Regresso às aulas: 18 perguntas sobre a vacinação das crianças

Regresso às aulas: 18 perguntas sobre a vacinação das crianças

Ainda está indeciso sobre se deve vacinar o seu filho? Quer saber se a vacina é obrigatória? Que efeitos tem? Leia aqui tudo o que precisa de saber.

"Portugal está a dar uma lição ao mundo", elogiou o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, coordenador do plano de vacinação contra a Covid-19, no dia em que arrancou a vacinação dos adolescentes entre os 12 e os 15 anos. Isto porque mais de cem mil jovens quiseram inscrever-se logo nessa data, 21 de agosto, e isso ajuda a compreender por que razão Portugal é o 11º país do mundo com mais pessoas vacinadas.

Apesar disso, há ainda muitos pais que têm dúvidas sobre se devem ou não vacinar os seus filhos. Há igualmente muitos jovens que também ainda não estão convencidos. Numa altura em que faltam menos de duas semanas para o regresso às aulas, o jornal digital "Observador"  consultou documentos da Direção Geral de Saúde e da Agência Europeia do Medicamento, e ouviu ainda médicos, peritos, advogados, task force e psicólogos, para elaborar um guião detalhado sobre tudo o que precisa de saber para tomar a sua decisão sobre a vacinação dos menores de idade.

 

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Consciente da importância da vacinação, a ENTREPORTAS comparou os mesmos documentos e fez uma síntese clara de todos os dados, compilando toda a informação em 18 respostas simples, para que não prescinda de as ler. Para começar, fique a saber que a eficácia de todas as vacinas excede os 70%, mas aquelas que são baseadas em mRNA (Pfizer e Moderna) têm ainda maior sucesso, chegando aos 94,29%.

 

1. É seguro vacinar o meu filho de 12 anos contra a Covid-19?

Sim. A Agência Europeia do Medicamento (EMA) (), responsável por estudar a segurança das vacinas e de todos os fármacos na União Europeia, determinou que “o perfil de segurança geral” que havia sido determinado para os adultos também se verifica nas faixas etárias a partir dos 12 anos: “Os benefícios em crianças com idade entre os 12 e os 17 anos superam os riscos”, garantiu a EMA, sobretudo naquelas com problemas de saúde que aumentam o risco de Covid-19 grave. A Direção-Geral da Saúde (DGS)  também explicou que, durante os ensaios clínicos, milhares de voluntários foram vacinados e os resultados foram comparados com os dos voluntários não vacinados. Todos foram acompanhados ao longo de mais de seis semanas - o período em que habitualmente surgem efeitos adversos comuns após a toma de vacinas - e não foram detectados efeitos secundários graves ou suficientemente frequentes para colocar em causa a segurança das vacinas.


2. Então, por que razão a DGS não avançou logo para a vacinação dos adolescentes?

A decisão inicial da Comissão Técnica de Vacinação e da DGS foi a de aconselhar a vacinação apenas nos adolescentes com comorbilidades, porque a EMA ainda estava a analisar os casos de miocardite e pericardite aparentemente associados à vacinação contra a Covid-19 em jovens com 12 a 15 anos. Era importante obter mais evidência científica antes de se tornar universal a vacinação neste grupo etário. As vacinas foram sendo aprovadas em adolescentes à medida que cada uma delas foi demonstrando ser segura. Em Portugal, a DGS ficou convencida em agosto, dando autorização para se avançar com a vacinação em jovens. 


3. O que mudou desde então?

O resultado da vacinação nestas faixas etárias nos Estados Unidos da América e em vários países da União Europeia. Um dos estudos que suporta a nova decisão da DGS é uma publicação do Centro de Controlo de Doenças (CDC) norte-americano, que alargou a recomendação da vacinação contra a Covid-19 a todos os jovens entre os 12 e os 15 anos, tenham ou não comorbilidades associadas a quadros clínicos mais severos de Covid-19. Esse documento sustenta que, após uma avaliação do benefício e do risco em ser vacinado contra a Covid-19 nessa mesma faixa etária, as autoridades de saúde norte-americanas continuam a aconselhar a vacinação, porque cumpri-la continua a conferir mais segurança do que o contrário. A DGS confia neste parecer porque foi analisado um número significativo de indivíduos — quase nove milhões de jovens entre os 12 e os 17 anos que tinham recebido a vacina da Pfizer — e, mesmo assim, as reações adversas foram muito raras (0,1%).

 

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4. Por que devo vacinar o meu filho se as crianças não costumam ter doença grave?

São raros os casos de crianças que, uma vez infetadas pelo SARS-CoV-2, desenvolvem quadros clínicos graves associados à Covid-19 — e são mais raros ainda aqueles que culminam na morte de um menor. Mas essa possibilidade existe e pode acarretar outros problemas, como a MIS-C (síndrome inflamatória multissistémica pediátrica) e a Doença de Kawasaki (inflamação nas paredes dos vasos sanguíneos), já observada em várias crianças e adolescentes em Portugal. As vacinas podem ajudar a prevenir estes cenários. O contributo para a saúde pública também deve ser pesado na hora de decidir se leva o seu filho a ser vacinado. Quanto mais pessoas estiverem vacinadas, menor a possibilidade de o vírus circular na comunidade. Vacinar uma criança significa, portanto, proteger também quem convive com ela — um objetivo central na imunidade de grupo, que já não será atingida com apenas 70% da população totalmente vacinada, uma vez que a variante delta tornou-se dominante. O surgimento de novas variantes é o terceiro argumento: o vírus tem mais oportunidade para se replicar em quem não está vacinado. Ou seja, as pessoas que recusaram a vacina ou que ainda não a receberam têm maior probabilidade de serem incubadoras de novas variantes, que podem ser mais infecciosas, mais letais e mais capazes de fintar o sistema imunitário.


5. Sou obrigado a vacinar o meu filho?

Não. A vacinação contra a Covid-19 é um direito que deve ser gozado voluntariamente, não uma obrigação prevista pela lei. Se é o encarregado de educação de um menor entre os 12 e os 15 anos, não tem de submeter o adolescente à vacinação contra a Covid-19. No entanto, a inoculação é fortemente aconselhada pela comunidade científica, pelas autoridades de saúde e pelos profissionais de saúde.


6. O que devo fazer se o meu filho tiver uma comorbilidade?

Mesmo com o alargamento do processo de vacinação a todos os indivíduos a partir dos 12 anos de idade, a DGS insiste que deve ser dada prioridade às pessoas a partir dos 16 anos de idade e aos adolescentes entre os 12 e os 15 anos que tenham comorbilidades. Aliás, os jovens com idades entre os 12 e 15 anos com comorbilidades já estavam a ser convocados para serem vacinados desde 21 de agosto. Recorde-se que as comorbilidades associadas a um maior risco de Covid-19 nos adolescentes com 12 a 15 anos de idade são a neoplasia maligna ativa, a transplantação, imunossupressão, doenças neurológicas, perturbações do desenvolvimento, diabetes, obesidade, doença cardiovascular, insuficiência renal crónica e doença pulmonar crónica.


7. Como devo marcar a vacinação do meu filho?

Se não recebeu qualquer SMS ou chamada das autoridades de saúde para vacinar o seu filho, tem duas possibilidades: a primeira é dirigir-se a um centro de vacinação e aderir à modalidade “Casa Aberta” no horário reservado para esse efeito. A primeira e segunda doses têm de ser administradas no mesmo centro de vacinação. A segunda possibilidade é realizar um auto-agendamento no site da Direção-Geral da Saúde.

 

8. Posso acompanhar o meu filho durante o processo de vacinação?

Não só pode como é obrigado a fazê-lo. É o que ordenam as normas de vacinação contra a Covid-19 da Direção-Geral da Saúde, de modo a garantir o consentimento dos tutores dos adolescentes. Nenhuma criança ou adolescente até aos 15 anos será vacinado se estiver desacompanhado dos seus tutores.

 

9. Que documentos devo levar para o centro de vacinação?

O único documento realmente necessário para desencadear o processo de vacinação nos menores de 16 anos é o cartão de cidadão. Também é possível que lhe seja solicitado algum documento que comprove que é o tutor legal do menor que está a acompanhar, ainda que seja uma declaração sob compromisso de honra identificando-se como encarregado de educação.

 

10. O meu filho teve Covid-19. Deve ser vacinado à mesma?

Sim. As regras que determinam o esquema vacinal a que uma criança está sujeita são as mesmas que se aplicam aos adultos. Sendo assim, no caso de uma criança já ter tido Covid-19, ela deve receber apenas uma dose da vacina volvidos seis meses desde que foi diagnosticada com a doença. Caso o seu filho desenvolva Covid-19 no período entre a toma das duas doses — ora porque a vacina não é 100% eficaz nem previne a infeção pelo SARS-CoV-2, ora porque já estava infetcado no momento em que recebeu a primeira dose —, continuará a ter de receber uma segunda inoculação, mas só passados seis meses desde que testou positivo à presença do coronavírus.

 

11. A vacina contra a Covid-19 vai ser obrigatória para a inscrição na escola?

Não. Em Portugal, só há duas vacinas obrigatórias no Plano Nacional de Vacinação — contra a difteria e contra o tétano —, mas nem mesmo a ausência delas legitima as escolas a recusar a aceitação de alunos.

 

12. Que vacina é que o meu filho vai receber?

Neste momento, as autoridades de saúde só autorizaram a administração de duas vacinas contra a Covid-19 em jovens entre os 12 e os 15 anos: a da Pfizer/BioNTech e a da Moderna, ambas compostas por duas doses.

 

13. Qual é a eficácia dessas vacinas em crianças?

O estudo da Pfizer/BioNTech mostrou que a resposta imune é comparável à do grupo dos 16 a 25 anos. A eficácia foi calculada com base nas observações em cerca de 2.000 crianças dos 12 aos 15 anos de idade sem sinais de infeção anterior. Metade recebeu a vacina e a outra metade recebeu um placebo. Das 1.005 crianças que receberam a vacina, nenhuma desenvolveu Covid-19, mas 16 das 978 que receberam a injeção simulada ficaram doentes. Isso significa que a vacina foi 100% eficaz na prevenção da Covid-19, mas a taxa real deve localizar-se entre os 75% e os 100%. Também o estudo da Moderna confirmou que a produção de anticorpos em pessoas com 12 a 17 anos foi semelhante à observada na faixa etária dos 18 aos 25 anos. Nenhuma das 2.163 crianças que receberam a vacina desenvolveu Covid-19, enquanto quatro dos 1.073 jovens que receberam o placebo ficaram doentes. A eficácia neste estudo foi, portanto, de 100%, mas, tal como acontece com a vacina da Pfizer, a taxa real está a partir dos 75%.

 

14. Em que situações é que o meu filho não deve ser vacinado contra a Covid-19?

No caso de ter desenvolvido, no passado, uma reação alérgica grave a algum dos componentes do fármaco.

 

15. Porque é que a dose dada a uma criança é igual à administrada em adultos?

Porque essa é a dose mínima capaz de desencadear uma resposta imune suficientemente robusta, tanto em adultos como em crianças, tal como foi demonstrado nos ensaios clínicos. De resto, isso é comum na maioria das vacinas.

 

16. Que efeitos secundários pode o meu filho sentir e o que posso fazer?

Os efeitos secundários mais comuns em adolescentes serão os mesmos que se têm verificado nas pessoas acima dos 15 anos: dor, vermelhidão e inchaço no braço onde a vacina foi administrada; assim como sensação de cansaço, dores de cabeça e musculares, calafrios, febre e náusea. Tal como tem sido reportado em adultos, estes efeitos secundários são mais comuns e tendem a ser mais intensos após a administração da segunda dose. As reações frequentes também podem incluir erupção na pele, vermelhidão ou urticária no local da injeção, assim como comichão.

 

17. Há truques para evitar esses sintomas?

Há. Um deles é tomar ibuprofeno ou paracetamol após a administração da vacina, exceto se padecer de problemas de saúde que o impeçam. Além disso, deve aplicar uma toalha limpa, fresca e húmida na zona afetada do braço, beber muitos líquidos e usar roupas leves. Se os sintomas persistirem ou se estes conselhos não forem adequados para si, contacte o seu médico ou o SNS 24.

 

18. O meu filho tem 10 anos. Também pode ser vacinado?

Não, uma vez que a Agência Europeia do Medicamento ainda não autorizou a administração de qualquer vacina a indivíduos abaixo dos 12 anos. Neste momento, só Israel está a vacinar crianças entre os cinco e os 11 anos com comorbilidades, na esperança de travar o avanço da variante delta e a pressão que ela está a exercer na situação epidemiológica naquele país. Mas tanto a Pfizer como a Moderna estão a desenvolver ensaios clínicos para testar a segurança e eficácia da vacinação em menores de 12 anos. 

 

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